Ele começa quando você para de negociar com o calendário.

Existe uma lenda silenciosa no Brasil que todo mundo conhece e ninguém questiona:

O ano só começa depois do Carnaval.

Janeiro é sobrevivência. Fevereiro é aquecimento. Março… aí sim “agora vai”.

Eu já vi isso acontecer em empresa grande, média, pequena. Kickoff empurrado. Metas adiadas. Planejamento em modo rascunho.

Todo mundo oficialmente trabalhando. Emocionalmente, em stand-by.

O curioso é que isso vai além da cultura. É quase estrutural. Já trabalhei em empresa global que fecha o ano fiscal em novembro e já está no “ano seguinte” desde 1º de dezembro. Mesmo assim, quando o assunto é Brasil, rola um curto-circuito coletivo tentando entender como um país inteiro desacelera por causa de um evento que nem feriado oficial é.

A verdade é simples e um pouco desconfortável:

👉 a gente aprendeu a negociar com o tempo.

E faz isso não só no trabalho. Faz na vida.

🎭 O calendário virou desculpa aceitável

Eu mesmo já caí nessa armadilha mais vezes do que gosto de admitir. Férias em janeiro. Volta lenta. Carnaval logo ali. E pronto: planejamento empurrado para “depois”.

Como se o calendário tivesse poder de suspender decisões, ambições ou processos internos.

Quando lancei o livro, tentei fazer diferente. Pulei o fim de ano, joguei para janeiro, sabendo que estava entrando num território perigoso.

Mesmo assim, subestimei o quanto janeiro e fevereiro são meses emocionalmente hipotecados.

Eu sabia que ia ser devagar. Talvez tenha sido mais devagar do que eu gostaria.

E sim, os números iniciais ficaram abaixo do que eu imaginei.

Isso frustra. Não tem romantização aqui.

📉 O que 2025 me ensinou (do jeito difícil)

Mas 2025 também me ensinou algo que anos de teoria nunca ensinaram:

Consistência vence volume.

Não é sobre explodir no lançamento. Não é sobre gritar mais alto. É sobre continuar quando o barulho não vem.

Todo mundo sabe, mesmo que não admita, que o começo do ano roda em marcha reduzida. As pessoas estão reorganizando a vida, recalculando rotas, escolhendo com cuidado onde vão gastar energia. E dinheiro.

A diferença não está no ritmo do mundo. Está no que você faz enquanto o mundo anda devagar.

Tem quem espere o “ano começar”. E tem quem continue, mesmo sem plateia.

⏳ A maior mentira que a gente aceita

Talvez a maior enganação que a gente compre na vida seja essa:

Acreditar que dá pra atrelar decisões importantes a um calendário.

Como se datas fossem garantias. Como se viradas simbólicas resolvessem o que exige prática diária.

A vida não funciona assim. Ela anda. Com ou sem Carnaval.

No fim, não é sobre estar pronto. É sobre não parar só porque o calendário sugere pausa.

E continuar, mesmo quando parece cedo demais ou tarde demais, costuma ser o único sinal real de que algo, de fato, começou.

🔁 Recomeçar também é não esperar permissão

Se você também sente que janeiro e fevereiro parecem um limbo entre promessas e realidade, talvez o recomeço não seja acelerar.

Talvez seja simplesmente não parar.

📌 CTA Você está esperando o ano começar… ou já escolheu continuar mesmo assim?

Porque o calendário passa. Mas o que você constrói enquanto ele passa, fica.de.

E aqui vai um ponto importante: Você não precisa esperar quebrar para se reinventar.

📖 O meu recomeço – e talvez o seu também

Eu, particularmente, achava que quando estivesse com 40 anos, já estaria começando a botar o pé no freio.

Mas muita coisa aconteceu nos meus 20 anos de carreira e nos meus 20 anos de vida depois que me formei, aos 22 anos, em Administração.

Já tive um primeiro casamento de 12 anos — que deu certo, até o dia em que não deu mais. Já tinha construído patrimônio — e perdi tudo. Depois fui tentar empreender por conta própria. E aí, gente… eu quebrei.

Sim, quebrei de ficar devendo meio milhão de reais na praça.

Levei bons anos pra recuperar meu nome, minha dignidade, o foco e o ímpeto daquele garoto que sonhava em ser diretor de uma multinacional gigante mundo afora.

E se eu consegui voltar… você também pode.

🤝 Vamos recomeçar juntos?

Essa newsletter é pra quem:

  • já liderou um time e hoje lidera só o próprio fôlego

  • já segurou um KPI e hoje tenta segurar a si mesmo

  • já teve nome, crachá e status – e hoje busca propósito

Eu estou aqui pra mostrar que é possível sim ter técnica sem perder a alma. Que é possível voltar ao jogo com mais verdade, mais equilíbrio e mais visão.

Esse sou eu. Mas esse pode ser você.

E é por isso que te convido: recomece comigo, entre cargas e cicatrizes.

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