â Por que essa leitura importa?
Porque nem todo ano termina com fogos. Alguns terminam com silĂȘncio.
Porque 2025 nĂŁo foi um ano de pausas. Foi um ano de atravessar.
E porque, antes de correr para metas novas, talvez vocĂȘ tambĂ©m precise parar⊠e reconhecer o que esse ano te custou e o que ele te devolveu.
đȘïž O ano em que tudo aconteceu â ao mesmo tempo
Quando eu penso em 2025, a sensação é estranha. Foi como viver um sonho e um pesadelo em paralelo.
Muita coisa boa. Muita coisa dura. VitĂłrias e derrotas que quase nunca vieram separadas. NĂŁo dava tempo de comemorar. NĂŁo dava tempo de lamentar. Era fazer. Era seguir. Era resolver.
Profissionalmente, foi o ano mais importante dos meus 22 anos de carreira. Depois de dois anos e meio na Sephora, bastaram seis meses na H&M para eu entender algo que mudou tudo: eu sou, sim, um profissional de nĂvel multinacional.
Abrimos lojas. Passamos por Black Friday ilesos. Sustentamos uma operação inteira com pouco tempo, pouco recurso e muita responsabilidade.
Ao mesmo tempo, veio o baque pessoal. E quem viveu sabe: certas perdas nĂŁo precisam ser explicadas em texto.
Teve oração. Teve terapia. Teve madrugada em silĂȘncio com o rosto no travesseiro.
E teve algo curioso: eu nunca estive tão perto do fundo⊠e nunca estive tão perto de Deus.
A neve no Chile. O Monte Serrat na ColĂŽmbia. ExperiĂȘncias que me lembraram que existe algo maior segurando a gente quando tudo parece instĂĄvel demais.
đ As vitĂłrias que ficaram
đŠ A maior vitĂłria de todas Ouvir da professora do meu filho que ele estĂĄ adiantado, avançado, Ă frente. Depois de tudo que passamos com desenvolvimento, fisioterapia e medo silencioso⊠aquilo nĂŁo teve preço.
âïž A vitĂłria profissional Assumir um desafio gigante, com pouco tempo, muita pressĂŁo e expectativas globais â e entregar. Resolver. Sustentar.
â€ïž A vitĂłria pessoal Pode parecer simples, mas nĂŁo Ă©: ver neve pela primeira vez. Respirar outro ar. Sentir que, mesmo machucado, eu ainda estava vivo.
đ O que drenou energia
Nada aqui Ă© novidade para quem vive o mundo real:
â Um divĂłrcio, especialmente quando vocĂȘ sabe que errou. â A indefinição emocional que suga mais do que o conflito aberto. â Engolir certas coisas no trabalho para preservar o caminho longo. â Ver desrespeito disfarçado de modernidade.
Escolhi nĂŁo brigar. Escolhi nĂŁo reagir. Escolhi seguir.
Isso cobra um preço. Mas também constrói algo.
đ§ O que 2025 me ensinou
Que eu erro. Que eu falho. Que eu tenho partes que precisam ser cuidadas.
Mas também que eu sei construir. Dar estrutura. Criar estabilidade. Ser pai. Ser profissional. Ser humano em reconstrução.
E foi escrevendo o Recomece que eu entendi algo importante:
đ Isso começou como desabafo. Virou processo. E hoje jĂĄ nĂŁo Ă© sĂł meu.
Somos mais de 700 pessoas lendo, refletindo, atravessando juntas. E isso me deu energia quando eu achei que nĂŁo tinha mais.
đŻ CTA â Para fechar o ano
Encerrado. Ciclo fechado. 2025 ficou para trĂĄs â do jeito que dava. Agora Ă© respirar e seguir!
E antes de virar a pågina, um desejo honesto, do fundo do coração:
Que vocĂȘ encontre em 2026 aquilo que estĂĄ procurando. Mas lembre de uma coisa simples e implacĂĄvel da vida:đ± ninguĂ©m encontra nada sem antes ter plantado.
Tempo. Escolhas. Conversas difĂceis. Disciplina. Coragem. Tudo isso Ă© semente.
EntĂŁo me conta â sem pressa, sem promessa vazia: O que vocĂȘ vai encontrar em 2026?
